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sábado, 3 de maio de 2014

Governo deixa de usar R$ 300 milhões para combate ao racismo - Afropress

Brasília – Embora a presidente Dilma Rousseff se mostre interessada nos casos de racismo, como no episódio recente da campanha lançada pela Agência de Publicidade Lodduca, “somos todos macacos”, que teve Neymar como garoto propaganda e tem ocupado espaço na Internet e nas redes sociais, nos últimos 5 anos o Governo reduziu os recursos destinados a promoção da igualdade racial no orçamento.
Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, nesse período – que corresponde aos quatro anos de Dilma e um ano do ex-presidente Lula, seu antecessor -, o Governo deixou de usar R$ 300 milhões em políticas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial.
A baixa execução do orçamento (o dinheiro existe, é empenhado, mas não é usado) é de responsabilidade da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), ligada à Presidência da República. Por exemplo: dos R$ 490,1 milhões destinados, ao programa denominado “Enfrentamento ao racismo e promoção da igualdade racial”, só 189,7 milhões foram pagos – menos de 40% do total, de acordo com a Contas Abertas.
O próprio orçamento da SEPPIR, que, no ano passado era de R$ 49,6 milhões (sem contar o dinheiro de emendas parlamentares, que são liberadas de acordo com a conveniência do Governo em atender senadores e deputados),  foi reduzido para R$ 28,7 milhões, por força das ações de contingenciamento – os cortes de recursos usualmente previstos no orçamento.
Explicação
Afropress pediu a ministra chefe Luiza Bairros uma explicação para a denúncia da ONG Contas Abertas e recebeu da Assessoria de Comunicação a seguinte explicação: “A pesquisa realizada pelo Portal Contas Abertas analisa os valores aprovados pela Lei Orçamentária Anual (LOA) e os compara aos “Valores Pagos”, o que leva o público a uma leitura equivocada do real comprometimento orçamentário das execuções do Governo”.
A Nota da assessoria da ministra não responde a denúncia de que R$ 300 milhões deixaram de ser usados nos últimos 5 anos, porém,  em linguagem técnica justifica que “as políticas públicas de igualdade racial não podem ser analisadas exclusivamente do ponto de vista orçamentário, devido ao seu caráter de articulação transversal e intersetorial”.
Segundo o secretário-executivo, Giovanni Harvey, boa parte da ação da Secretaria “é processual, não é de execução direta, mas feita por meio de articulações”. “Deve-se conhecer o alcance dessas políticas públicas na ponta”, disse, ao explicar que o órgão não tem, necessariamente, o papel de executor de ações finalísticas.
Harvey (foto) disse que a SEPPIR realiza ações de promoção da igualdade racial e de enfrentamento ao racismo junto ao Governo, organismos internacionais e outros entes federativos – mesmo os que não possuem órgãos de Promoção da Igualdade Racial. “É relevante que tenhamos grandes investimentos em educação, saúde, mobilidade urbana, justiça e garantia de direitos, todos com recorte étnico e racial. O que está acontecendo no Brasil hoje é que está havendo uma racialização das políticas universais. Estamos inserindo o componente étnico-racial nas políticas universais, e deve-se sempre pensar qual o papel do órgão de política racial nesse contexto”, afirmou o secretário executivo.
Queda
O balanço também aponta que os recursos destinados ao programa vem caindo desde o ano passado: em 2012, R$ 105,5 milhões faziam parte do orçamento. O valor foi reduzido para R$ 76,1 milhões em 2013 e este ano caiu para R$ 64,8 milhões. A queda estaria ligada a redução do orçamento da iniciativa que prevê o reconhecimento e indenização de territórios quilombolas.
O Governo praticamente paralisou a entrega de títulos da terra a comunidades quilombolas: até agora só 207 comunidades receberam o título da terra, das 2.408 comunidades certificadas pela Fundação Cultural Palmares, autarquia do Ministério da Cultura.
Na Nota enviada à Afropress, porém, sem desmentir a pralisação da entrega dos títulos às comunidades de quilombos, a Assessoria da SEPPIR explica que é preciso “um olhar diferenciado ao se analisar a execução de políticas e programas como o Brasil Quilombola, em função de seu caráter transversal e intersetorial”.
“A análise da execução orçamentária de determinado programa exige que sejam considerados aspectos metodológicos relativos à composição e funcionamento do Plano Plurianual (PPA), bem como do processo orçamentário e financeiro na Administração Pública. Isso representa a necessidade de uma profunda análise, para não se incorrer no risco de conclusões precipitadas”, afirma.
Ações Afirmativas
O levantamento também aponta a redução do orçamento do Programa Fomento a Ações Afirmativas e Outras iniciativas para a Promoção da Igualdade Racial, pelas quais a SEPPIR é diretamente responsável. Em 2014, foram liberados R$ 10,4 milhões, contra os 11,8 milhões, no ano passado. Do orçamento do ano passado, porém, apenas R$ 4,5 milhões foram empenhados e só R$ 751 mil foram pagos.
Um outro Programa de responsabilidade da SEPPIR é o que prevê a coordenação e monitoramento de planos, programas e projetos que assegurem o acesso de comunidades tradicionais às políticas públicas, por meio de articulação entre órgãos federais, estaduais e municipais. Em 2014, o orçamento é de $ 17,8 milhões, valor que supera em 37% o orçamento do ano passado para essa área, que foi de R$ 13 milhões. No ano passado, porém, dos R$ 13 milhões, apenas R$ 5,3 milhões foram empenhados e R$ 3,5 milhões desembolsados.


Pelé minimiza ato de racismo contra Daniel Alves: 'Coisa tão banal' - MSN Esportes

Pelé minimiza ato de racismo contra Daniel Alves: 'Coisa tão banal'
O ato de racismo contra Daniel Alves, no último domingo, na partida entre Villarreal e Barcelona, pelo Campeonato Espanhol, foi minimizado por Pelé. O Rei do Futebol comentou o assunto nesta sexta-feira, durante visita a Ribeirão Preto, no interior paulista.
"Racismo não é no futebol, tem em todos os setores da sociedade há muito tempo. O que não podemos deixar é uma coisa tão banal, de um carinha que jogou uma banana, e fazer do limão uma limonada", disse Pelé.
O ex-jogador ainda perguntou aos jornalistas que outros casos de racismo semelhantes no futebol já tinham acontecido. Foram citados os casos envolvendo o ex-lateral brasileiro Roberto Carlos e o atacante italiano Mario Balotelli, por exemplo.
"Quantos eventos de futebol existem no mundo? Não é tanto assim", minimizou. "No meu tempo, jogavam jaca, manga", completou, afirmando não ter visto também a campanha contra o racismo promovida por Neymar.


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Juventude Viva vai capacitar cerca de 1.500 jovens em 2014

02.05.2014 - Juventude Viva vai capacitar cerca de 1.500 jovens em 2014
Quinta-feira, 01 de maio, é celebrado mundialmente o Dia do Trabalhador. Na capital alagoana, em especial para a juventude negra, a Prefeitura de Maceió, por meio do Comitê Juventude Viva, tem buscado oportunizar a tão sonhada vaga de trabalho para os jovens da capital.
 
Administrado pela Secretaria Municipal do Gabinete do Prefeito (SMGP), o Juventude Viva tem travado uma batalha para diminuir os índices de desemprego e inserir a população jovem negra, que sofre com a segregação e os altos índices de violência, no mercado de trabalho.
 
O Comitê Municipal do Juventude Viva, segundo a secretária executiva do Gabinete do Prefeito, Adriana Toledo, vai capacitar ao menos 1.500 jovens negros, este ano, trabalhando a oferta de capacitação, a flexibilização da oferta e a busca pela efetivação das inserções no mercado de trabalho.
 
“Nós iremos trabalhar esses três eixos temáticos (oferta de capacitação, flexibilização da oferta e efetivação das inserções) para que possamos seguramente inserir a juventude negra de Maceió no mercado de trabalho. A prioridade para essas ações são os territórios atendidos pelo programa: Clima Bom, Jacintinho, Benedito Bentes e Vergel”, disse ela.
 
Ainda segundo Adriana Toledo, o Comitê tem buscado sintonizar a demanda de mercado com o perfil do público atendido pelo Juventude Viva. “Estamos ultimando, junto ao Ministério do Trabalho, o Pronatec Juventude Viva, que é uma forma de sintonizar o mercado com o público atendido pelo Plano. A partir desse modelo de Pronatec nós iremos flexibilizar os critérios de seleção do mercado, a exemplo da exigência do 2º grau, considerando que muitos dos atendidos pelo Plano não se enquadram nas exigências comuns de seleção”, reforçou a gestora.
 
O trabalho de flexibilização já teve início no Sistema Nacional de Empregos (Sine), da Prefeitura de Maceió, que é gerido pela Secretaria Municipal de Trabalho Abastecimento e Economia Solidária (Semtabes). “Existe um preconceito forte por parte dos empregadores para contratar os jovens negros, muitas empresas têm um critério errôneo da busca pela boa aparência e, lamentavelmente, acabam eleiminando o público negro. E isso não pode mais ser tolerado, é preciso, urgentemente, mudar essa mentalidade retrograda de se vê a população negra”, complementou Adriana Toledo.


Novelas do Brasil mostram classe C, mas excluem negros, diz revista francesa - RFI - Portugal

Revista Télérama é uma referência na imprensa cultural francesa.

A ascensão de 35 milhões de brasileiros à classe C passou a se refletir nas telenovelas brasileiras, mas os negros e mestiços “ainda não têm espaço” nos papéis mais prestigiosos, constata a revista francesa Télérama na edição desta semana. A publicação, especializada em cultura, traz um especial de 29 páginas sobre o Brasil.

Na reportagem sobre as telenovelas, intitulada “A vida de branco”, a Télérama explica que a novela Avenida Brasil trouxe para a telinha as mudanças sociais da última década no país, ao ter uma cozinheira como protagonista e um salão de beleza de subúrbio de cenário. Mas apesar de deslocar a trama das mansões para a classe C, o “elenco permanece monocromático, embora a maioria das novas classes médias seja formada por negros e mestiços”, afirma a revista. Neste momento, Avenida Brasil está sendo exibida no canal francês France ô.
A constatação é uma prova de que “a democracia racial é um mito no Brasil”, conforme o texto. De acordo com especialistas ouvidos pela publicação, entretanto, “aos poucos os tabus das novelas começam a cair” no Brasil, a exemplo do primeiro beijo entre homossexuais, exibido em janeiro, em Amor à Vida.
Retrato do Brasil às vésperas da Copa do Mundo
O especial sobre o país se inicia com uma entrevista com o cineasta Walter Salles. A revista também convida quatro “artivistas” brasileiros a retratarem o Rio de Janeiro de hoje, uma cidade “em plena mutação, cheia de contradições e onde cada um procura suas marcas”. Coube ao escritor João Paulo Cuenca, à cineasta Sandra Kogut, ao grafiteiro Toz (Tomaz Viana) e ao designer Marcus Wagner descreverem como evolui o Rio de hoje onde, “em meio ao caos, uma frase-chave é sempre repetida: tudo vai estar pronto nas Olimpíadas”, conforme Kogut.
A Télérama ainda apresenta aos franceses as novas vozes do rap paulista, “poético e guerreiro, moderno e ancestral, digital e acústico”. Criolo, afirma o texto, “encarna melhor do que ninguém a potência lírica e criativa das periferias que inflamam os centros das cidades”.
A publicação, referência em crítica de cinema e televisão na França, vai atrás dos astros que estrelaram o sucesso internacional Cidade de Deus e constata que o filme “formou uma geração de atores”. Já a favela Cidade de Deus, relata, “conhece um renascimento cultural, mas o tráfico continua”, assim como a violência. As iniciativas de pacificação, observa a revista, “trocaram as armas dos traficantes pelas dos policiais”.


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Evangélicos dizem que novela promove umbanda e boicotam Globo - Notícias da TV.Uol

Evangélicos estão promovendo uma campanha na internet contra a novela das seis da Globo, Meu Pedacinho de Chão, que acusam de fomentar a umbanda. Uma publicação com mais de 85 mil compartilhamentos no Facebook diz que a trama é ambientada em um terreiro disfarçado e os nomes dos personagens contêm referências à religião afro-brasileira.
O texto, publicado em 15 de abril pela evangélica Dayhendyra Alves, faz um “alerta” sobre a novela Meu Pedacinho de Chão. “Descobri que a Vila de Santa Fé [cidade fictícia da novela] é um terreiro e que os nomes dos personagens são de umbanda”, diz a publicação. Coronel Epaminondas (Osmar Prado), chamado de Coronel Epa, seria uma referência à saudação Epa Babá ao Orixá Oxalá, um dos mais cultuados das religiões africanas.
Ainda segundo a publicação, o violeiro Viramundo (Gabriel Sater) seria uma variação do Exu Gira Mundo. O texto termina com uma prece a Jesus contra a trama de Benedito Ruy Barbosa: “Que o Senhor Jesus nos lave com seu poderoso sangue e abra nossos olhos!”.
Telespectadores evangélicos que compartilharam a publicação chamam Meu Pedacinho de Chão de “demônio puro” e prometem boicotar a novela da Globo. “Logo vi por que odiei essa novela. Demônio puro. Deus abra a mente das pessoas para a realidade”, comentou Michelle Araújo. “Depois dessas informações, irei me negar a não mais assistir. Prefiro agradar a meu Deus!”, escreveu Zélia Maria.
Meu Pedacinho de Chão não é a primeira novela da Globo boicotada por religiosos. O caso mais recente aconteceu em 2012, quando fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus fizeram campanha na internet contra Salve Jorge. O bispo Edir Macedo, líder da Universal e dono da Record, escreveu em seu blog que São Jorge, venerado pelo catolicismo e por religiões afro-brasileiras, é um “deus pagão travestido de santo”. Na época, a autora Gloria Perez respondeu ao ataque dos evangélicos. “Não se deve ampliar a voz dos imbecis”, disse em entrevista ao jornal O Globo.
Procurada pelo Notícias da TV, a Federação de Umbanda do Brasil não quis comentar o caso do boicote de evangélicos à novela das seis da Globo, porém ressaltou que não é a primeira vez que a religião afro-brasileira sofre ataques de intolerância.
A Globo esclarece que Meu Pedacinho de Chão não é inspirada na umbanda e não faz nenhuma referência a ela.
Independentemente do boicote de evangélicos, a novela das seis da Globo vem marcando a mais baixa média da história do horário.

Dilma chama quem discrimina pela cor da pele de "atrasado" - Terra

A Presidente Dilma Rousseff aproveitou novamente sua conta no Twitter para condenar casos de racismo e afirmou que a luta contra o preconceito racial será uma das bandeiras da Copa do Mundo deste ano. Para Dilma, os que discriminam são “mais atrasados”. A afirmação está alinhada com declaração recente do lateral direito Daniel Alves, que sofreu um episódio de discriminação no último fim de semana.

“Todos nós originamos da mesma base, o que nos diferencia é o grau de intolerância que nós temos uns com os outros. Alguns são, sim, mais atrasados. São aqueles que discriminam o próximo por conta da cor da pele”, disse a presidente por meio do ferramente da comunicação.

“Estive ontem e hoje na Bahia, que é sempre uma oportunidade de reforçar o orgulho que devermos ter da nossa diversidade étnica e cultural”, acrescentou a presidente. “Por isso é que vamos fazer da Copa no Brasil uma grande bandeira mundial da luta contra o preconceito racial.”

No último fim de semana, Daniel Alves, que joga pelo Barcelona, se preparava para cobrar um escanteio quando viu uma banana, jogada da arquibancada, caída no gramado. Ele descascou a fruta e comeu, prosseguindo a jogada em seguida. Após a partida ele disse: “Estou na Espanha há 11 anos e há 11 anos é dessa maneira. Temos de rir dessa gente atrasada.”

Na ocasião, a presidente já havia se manifestado condenando atos de racismo e reiterando que o tema será foco de atenção no mundial. Hoje, a presidente acrescentou que o papa Francisco também fará coro no tema. “O papa estará conosco nessa luta e enviará uma mensagem contra o racismo durante a Copa”, afirmou a presidente por meio da rede social.

Racismo à brasileira ou #SomosTodosMacacos - Yahoo News



Como todos a essa altura já devem saber, o brasileiro Daniel Alves do Barcelona foi vítima de racismo por parte de um torcedor do Villareal, que jogou uma banana em sua direção durante uma partida do campeonato espanhol.
A partir de então, diversas celebridades apareceram pra mostrar sua indignação, posando com fotos comendo banana e usando a tag #SomosTodosMacacos - uma ideia que partiu da agência de publicidade de Neymar.




É muito bacana ver nossas celebridades mobilizadas na luta contra o racismo, não é mesmo? Nada como uma agência de publicidade para suavizar e escamotear a dura realidade dos fatos. Com o bom humor característico dos publicitários, todos viramos macacos, e a atitude do espanhol já nem parece mais tão grave assim. O objetivo não é combater o preconceito frontalmente, mas tratá-lo lateralmente, com um beijinho no ombro, como se racismo fosse apenas uma inveja das inimigas.


Luciano Huck Brasileiro, por exemplo, foi um dos primeiros a fortalecer essa corrente do bem. Mais que isso, o apresentador aliou essa boa ação com uma excelente ação de marketing. Em menos de 24 horas após o ocorrido, uma loja do apresentador, a"Use Huck", lançou essa camiseta do bem:




Uma grande sacada! Por apenas R$69,00 você poderá vestir essa camiseta descolada e, de quebra, desfilar aquela consciência social pra causar aquele impacto na sua galera.


O brasileiro realmente é muito solidário. Quando vemos nossas estrelas sofrendo racismo nos campos europeus, uma indignação patriótica parece tomar conta de nós. É natural. Mas não costumamos ser tão combativos com o racismo nosso de cada dia.


Quando atiraram bananas no carro de um desconhecido árbitro de futebol e o chamaram de"imundo", "macaco" e "escória", não houve essa onda de indignação e as pessoas de bem não se apresentaram.


Quando Danilo Gentili ofereceu bananas para Thiago Ribeiro, não houve comoção, revolta ou hashtags bem intencionadas. Nenhuma celebridade sequer repreendeu o colega.


O curioso é que três dias antes do incidente com Daniel Alves e a febre do #SomosTodosMacacos, o juiz Marcelo Matias Pereira absolveu Danilo Gentili por ter oferecido bananas para um internauta negro. Numa sentença tão sensível quanto Ali Kamel, o juiz afirmou:


"a abordagem [de Gentili] com seus seguidores, ainda que agressiva, tinha a intenção de fazer rir. (...) "


Assim como o nobre jurista, várias das nossas celebridades também entendem que, no humor, diferentemente do futebol, vale oferecer banana a um negro se a intenção for fazer a plateia gargalhar. Claro, é tudo uma grande brincadeira.


Esse é o famoso jeitinho brasileiro aplicado ao racismo. Recriminamos o espanhol racista contra o compatriota que joga na seleção, mas absolvemos o humorista da casa, que faz a plateia rir se apoiando no deboche preconceituoso contra um desconhecido. O país do #NãoSomosRacistasadorou a tag #SomosTodosMacacos, mas, quase na mesma semana, comemorou a absolvição de quem oferece bananas pra negros com #ChupaLaSombra.


Beijinho no ombro pra coerência!


PS: Após o bafafá nas redes sociais, a empresa Use Huck anunciou que 100% dos lucros serão revertidos para o projeto social de Neymar. Será mais uma ideia da agência de publicidade do craque