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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Ipea corrige pesquisa sobre abuso contra mulheres - Estadão

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta sexta-feira, 4, que houve um erro na pesquisa divulgada no dia 27 de março que trazia a informação de que 65% dos brasileiros concordavam que mulheres com roupas curtas merecem ser estupradas.
Na verdade, 26% dos entrevistados concordaram com essa afirmação e 70% discordaram total ou parcialmente. Segundo o instituto, houve inversão dos resultados na hora de divulgar os resultados."Com a inversão dos resultados, relatamos equivocadamente, na semana passada, resultados extremos para a concordância com a segunda frase, que, justamente por seu valor inesperado, recebeu maior destaque nos meios de comunicação e motivou amplas manifestações e debates na sociedade ao longo dos últimos dias", diz a nota do Ipea.
Quanto à outra questão que causou polêmica, o Ipea reafirmou os outros resultados: "Contudo, os demais resultados se mantêm, como a concordância de 58,5% dos entrevistados com a ideia de que se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros."
O diretor responsável pela área de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Rafael Guerreiro Osório, segundo a nota, pediu sua exoneração assim que o erro foi detectado.
Repercussão. O resultado divulgado na semana passada gerou polêmicas nas redes sociais. A jornalista Nana Queiroz, de 28 anos, criou o movimento #EuNãoMereçoSerEstuprada em que mulheres de todo o País postaram fotos em que empunhavam cartazes que repudiavam agressões.
Ela se pronunciou após ser informada pelo Estado do erro. "Mesmo assim, 26% ainda é um número muito alto. A nossa campanha continua", afirmou Nana, que estava em reunião com a Polícia Federal na hora em que foi avisada.

Projeto Negras Criativas – Promovendo o Empreendedorismo Afro Feminino - Portal Cia Afro


O Centro de Integração da Cultura Afro-Brasileira, em Parceria com a Superintendência de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de Nilópolis e a Superintendência de Políticas da Mulher de Nilópolis, esta realizando cursos que visam promover o empreendedorismo feminino afro na região da Baixada Fluminense.

Com a presença de mulheres não apenas de Nilópolis, como de Mesquita, Nova Iguaçu, Belford Roxo e até do Rio de Janeiro, o projeto vem apresentando temas ligados a o incentivo de atividades empreendedoras por mulheres, visando que estas conquistem uma maior independência não apenas financeira como uma posição de igualdade perante aos homens no mercado de trabalho.


Entre os temas apresentados nos cursos e workshops, temos:
  • Introdução ao Empreendedorismo;
  • Criação do Plano de Negócios;
  • Empreendedor Individual - Conceito e processo de formalização,
  • Precificação e identificação de mercado;
entre outros temas....

Segundo palavras do coordenador do Curso-David Santos,”Temos como diferencial,dos demais projetos, falar uma linguagem popular sobre esse tema, sem os conceitos que somente os técnicos conhecem, fruto de experiências pessoais que tivemos no CIAFRO e em nossas atividades profissionais. Não podemos falar, não se trata de crítica, de que é fácil fazer uma franchising, BASTA TER R$ 250,00 para INVESTIR! Como normalmente ocorre nos outros cursos por aí... Estamos querendo realizar um curso, para as donas de casa, que muitas vezes já são empreendedoras, mais não sabem disso! Queremos nos comunicar com quem tem ideias e pouco dinheiro, quem deseja desenvolver, começar pequeno, dentro de casa e crescer! Queremos falar principalmente com o povo negro que não tem acesso a programas do gênero...”

As atividades do projeto acontecem todas as terças-feiras, a partir das 15 horas na Casa da Mulher Nilopolitana, contando sempre com o aumento do número de participantes. Segundo uma das participantes D. Vanda, que vem do Município de Belford Roxo para participar -” o diferencial aqui, eu que já fiz outros cursos, é que os professores falam de uma forma que nós entendemos, dão dicas, explicam detalhes que normalmente não temos em outros lugares, olha que já fiz outros cursos!”

Veja como ter cabelos com cachos iguais aos das atrizes de ‘Em família’ - Mulher Negra e Cia.

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Além de Gabriela Carneiro da Cunha – que participou da primeira fase da novela “Em Família” e contou ao EGO o que faz para ter cachos perfeitos -, várias atrizes da trama das 21h têm os cabelos encaracolados. Erika Januza, Roberta Almeida e Jessica Barbosa fazem parte deste time. Abaixo, hairstylists dão dicas para ter os fios cacheados perfeitos, iguais aos da turma da novela. Confira!
Cortes
“Com os fios curtos, na altura dos ombros, a atriz Erika Januza (foto acima, à direita) exibe um corte simétrico, com os cachos cortados no mesmo comprimento. O resultado é volume controlado e bem distribuído ao redor do rosto”, diz Rudi Werner, proprietário da rede Werner Coiffeur. “O cabelo da atriz Jessica Barbosa (abaixo, à esquerda) concentra o volume na região superior. Para copiar, peça ao cabeleireiro um corte repicado, com mechas da região superior da cabeça mais curtas”, conta o hairstylist. “O cabelo médio é sempre uma ótima opção para quem tem cabelo cacheado. Evite o efeito pirâmide, com volume concentrado na região do pescoço, repicando as mechas à partir da altura dos olhos”, orienta Werner.
Tratamentos
“O ideal é que os fios sejam sempre hidratados e nunca alisados. Uma dica é usar produtos específicos para o seu tipo de cabelo. Recomendo o óleo de monoi, que vem do Taiti. Use bons finalizadores com óleo, eles ajudam a manter os fios sempre hidratados”, aconselha Lela Athanasio, do Crystal Hair Ipanema, no Rio. “Naturalmente mais opacos, os cabelos crespos são bem mais ressecados. Por isso, a hidratação semanal é extremamente necessária”, aconselha Alexandre Rodrigues, do salão carioca Ophicina do Cabelo. “Para dar um toque final, um bom ativador de cachos manterá o corte lindo e os fios alinhados”, diz Lela.
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Jessica Barbosa e Lica Oliveira são outras atrizes que exibem cachos na novela “Em família” (Foto: TV Globo / João Miguel Júnior – TV Globo / João Cotta)

Mulheres do Hip Hop - Geledés

As mulheres estão cada vez mais se destacando na cena do Hip Hop brasileiro e na arte de rua. Para celebrar esse movimento e levá-lo a mais pessoas, o projeto Mulheres Negras vai levar para a Galeria Olido, todas as quartas-feiras do mês de abril, show com as rappers Yzalú e Amanda NegraSim.
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Amanda NegraSim vem de uma família de artistas afro-moçambicanos e congadeiros. Teve seu primeiro contato com o Hip Hop quando começou a escrever sobre isso no Jornal de Cotia, em 1997. Já em 2011, ganhou o Festival de Mulheres de MC e não parou mais de se apresentar. Já Yzalú chamou a atenção quando postou no Youtube um vídeo cantando "Jesus Chorou", dos Racionais MC's. Foi depois desse episódio que o DJ e produtor Bola 8 a convidou para participar de um festival de rap com outros tantos artistas e grupos, como o Facção Central. As duas já dividiram o mesmo palco em outros projetos, como o Divas do Hip Hop.
Além da homenagem a Sabotage, outras participações vão acontecer durante as apresentações, como Preta Feminina, Carol Ouro Natto, Pamelloza Carvalho, Lua Rodrigues, Drik Barbosa e Tássia Reis. Também com o acompanhamento da DJ Tati Laser.
“As mulheres entraram na cena do hip hop brasileiro gradativamente, foram ganhando espaço aos poucos, a princípio com muito preconceito, mas venceram as barreiras e hoje têm seu lugar garantido. A tendência é termos cada vez mais mulheres compondo, cantando e tocando este estilo.” conta a criadora do projeto, Daniela Reigadas, sobre a questão das mulheres nessa cena musical.
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Vai lá: Show Mulheres Negras com as rappers Yzalú e Amanda Negrasim
Quando? 2, 9, 16, 23 e 30 de abril. Todas as quartas-feiras às 19h
Quanto? Gratuito
Onde? Galeria Olido - Avenida São João, 473 - Centro - São Paulo

Assista:



Lupita Nyong'o é o novo rosto da marca de beleza Lancôme - O GLOBO

Lupita Nyong'o é a queridinha da vez no mundo da moda Foto: Divulgação / Lancôme

Lupita Nyong'o segue alçando voos cada vez mais altos no mundo da moda. Sua mais nova conquista é o posto de new face da tradicional marca francesa de beleza Lancôme. A empresa anunciou que ela vai estrelar a campanha programada para o mês de setembro, assinada pela dupla Mert Alas & Marcus Piggott.
A ganhadora do Oscar 2014 de melhor atriz coadjuvante por seu trabalho em "Doze anos de escravidão" já havia estrelado recentemente uma campanha da Miu Miu. Mas este é o seu primeiro contrato como rosto oficial de uma marca.
Nos últimos meses, a atriz mexicana com naturalidade queniana virou queridinha do povo da moda, que, claro, comemorou a escolha da marca. Não menos empolgada está a própria Lupita. "Estou realmente honrada em representar a Lancôme, uma marca com tanto prestígio e história que sempre amei", disse. "Estou particularmente orgulhosa de representar a visão única da marca sobre as mulheres, com a da idéia de que a beleza não deve ser ditada, mas uma expressão a favor da liberdade da mulher para ser ela mesma."


Leia mais sobre esse assunto em http://ela.oglobo.globo.com/beleza/lupita-nyongo-o-novo-rosto-da-marca-de-beleza-lancome-12087965#ixzz2xwkcUKGE
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quinta-feira, 3 de abril de 2014

SPM integra debate sobre gênero, trabalho e família no Senado

Secretária Tatau Godinho, da SPM, participou de mesa-redonda promovida pelo programa Pró-Equidade de Gênero e Raça do Senado Federal em parceria com a Procuradoria Especial da Mulher da instituição
Gênero, trabalho e família: as várias jornadas da mulher moderna. Este foi o tema do debate realizado pelo programa Pró-Equidade de Gênero e Raça do Senado Federal, na quarta-feira (26/03), em Brasília. O evento discutiu a distribuição do tempo entre atividades profissionais e tarefas de cuidado da família, a partir do recorte de gênero nas relações de trabalho.
 
Pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), participou a secretária de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres, Tatau Godinho. Também compuseram a mesa a professora do departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB), Lia Zanotta, e Natália Fontoura, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), procuradora especial da Mulher do Senado, inaugurou as discussões.
 
Godinho falou sobre as experiências e práticas de destaque promovidas pelas organizações inseridas no programa Pró-Equidade de Gênero e Raça — coordenado pela SPM-PR — que estimulam e possibilitam melhores condições de participação das mulheres no mercado de trabalho. 
 
Pesquisa – No evento, também foi apresentada a pesquisa interna Equidade de Gênero no Senado, realizada pela Coordenação de Pesquisa e Opinião/DataSenado, que analisou as percepções de servidoras e servidores sobre a promoção da equidade de gênero na casa legislativa. 
 
A pesquisa mostrou que, dos 387 entrevistados, 65% acreditam que homens e mulheres têm as mesmas oportunidades de crescimento profissional na instituição. Entre os homens 77% partilham dessa opinião, ao passo que 50% das funcionárias entrevistadas discordam da assertiva.
 

Mulher é condenada por injúria racial após ofender porteiro em Juiz de Fora - Geledés

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Uma mulher foi condenada pela Justiça por injúria racial em Juiz de Fora. A decisão, que partiu da 4ª Vara Criminal da cidade, foi publicada nesta terça-feira (1º) no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Segundo denúncias, em abril de 2009 a mulher ofendeu o porteiro do prédio em que mora fazendo menções desrespeitosas por causa da cor da pele dele, ou seja, praticou ato de racismo. Por sua conduta, foi estipulado que ela deverá prestar serviços comunitários por um ano e pagar multa.
Segundo depoimento da vítima, a moradora do prédio o insultou na presença de várias pessoas em tom de voz alto, atingindo a dignidade e a honra dele. Em maio do mesmo ano, ele contou que a mulher tentou agredi-lo e intimidá-lo, declarando que ele não sabia com quem lidava e argumentando que, pelas conexões que tinha e por causa do irmão advogado, nenhuma medida judicial contra ela teria sucesso. O porteiro, então, ajuizou uma ação penal privada contra a moradora.
Em julho de 2012, o juiz Cristiano Álvares Valladares do Lago, condenou a mulher por injúria racial, a um ano de reclusão em regime inicial aberto e 10 dias-multa. A condenada deveria prestar serviços à comunidade, à Central de Acompanhamento de Penas e Medidas Alternativas (Ceapa) ou a entidade análoga, mas pôde recorrer em liberdade. Na sentença, o juiz absolveu a ré da acusação de difamação, porque não houve ofensa à reputação do trabalhador.
A defesa recorreu alegando que mulher deveria ser absolvida, pois as provas eram incertas. Entretanto, a decisão foi mantida. Para os desembargadores Flávio Leite (relator), Walter Luiz e Kárin Emmerich, o registro de ocorrência e a prova oral colhida durante a instrução processual comprovaram a materialidade do crime e a autoria.
Nesta terça-feira, com base no parágrafo terceiro do artigo 140 do Código Penal, ela deverá prestar serviços comunitários por um ano, além de pagar multa.